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Ópera de magia e mistério em cinco cenas.
Libreto de Néstor Luján, segundo o conto de Charles Perrault.

Xavier Montsalvatge
Libreto Néstor Luján

Direção musical João Paulo Santos

Encenação Emilio Sagi
Reposição da encenação Nuria Castejón
Cenografia e figurinos Agatha Ruiz de la Prada
Desenho de luz José Luis Canales

Orquestra Sinfónica Portuguesa

Produção Teatro Real de Madrid, 2005
Estreia absoluta: Gran Teatre del Liceu, Barcelona, a 10 de Janeiro de 1948.

Gato Ana Franco
Moleiro João Merino
Princesa Bárbara Barradas
Rei Diogo Oliveira
Ogre João Oliveira

O compositor catalão Xavier Montsalvatge (1912-2002) atingiu uma posição proeminente na música espanhola com o êxito internacional das suas Cinco Canciones Negras (1945), ainda hoje a sua obra mais apreciada.

Compositor eclético, que tocou em todos os géneros e utilizou estilos e técnicas diversas, mais tonal no início, mais vanguardista na sua fase final, Montsalvage manteve no entanto um interesse constante pela música popular ibérica e pelas suas ramificações mediterrânicas e atlânticas, nomeadamente pela música das Antilhas.

O êxito inicial das Cinco Canciones Negras não foi, infelizmente, seguido de outros sucessos comparáveis, e o impacto da obra do compositor perdeu-se aos poucos, não obstante Montsalvatge ter escrito para o cinema e sido várias vezes premiado. No entanto, passados que são quase 10 anos do seu desaparecimento, a sua música está novamente a despertar interesse e a ser publicada e gravada.

O gato das botas, estreada em 1948 no Teatre del Liceu em Barcelona, faz parte desse conjunto de obras recuperadas, tendo sido gravada em CD em 2006 e levada até Nova Iorque em 2010, produção que provocou enorme entusiasmo quer no público quer na crítica.

Ópera para crianças e adultos, que se inspira, à vez, na zarzuela e na ópera clássica, com reminiscências mozartianas, O gato das botas usa a popular história do gato que à custa de astúcia e malabarismos tenta enriquecer, e casar o seu pobre dono (que o havia recebido em herança) com uma princesa. Tudo acaba em bem, embora pelo meio apareça um ogre e se vivam peripécias q.b. A brilhante orquestração de Montsalvatge, à qual se junta o génio melódico, torna esta ópera bufa / musical / zarzuela numa delícia para miúdos e graúdos.

Texto Sérgio Azevedo.